Por que não estamos usando polietileno em vez de plástico?

Antes de mais nada. O polietileno (PE) é um tipo de plástico, mas nem todos os plásticos são polietileno. 

O PE não pode ser usado tanto quanto o plástico em geral, pois tem usos limitados devido à sua composição diferente. Ele não só acrescenta danos ao já agravado caso de poluição plástica, como também é comprovadamente tóxico para os seres humanos.

O polietileno tem sido uma escolha popular por muitos anos quando se trata de fazer plástico, devido a sua acessibilidade e durabilidade. Entretanto, há várias desvantagens que podem vir com este tipo de material, incluindo a baixa resistência ao calor, bem como o fato de que não é reciclável.

Polietileno Vs Plástico

Em geral, o plástico se refere a um material facilmente remodelado através da aplicação de calor e pressão. Por outro lado, o polietileno é um tipo de plástico conhecido por sua transparência e flexibilidade de alta qualidade. 

Por definição, o polietileno é uma resina flexível leve mas resistente, produzida através da polimerização do etileno-thus, o nome. Ele poderia ser ainda classificado em sete tipos. 

Os dois tipos mais utilizados de PEs são: (1) polietileno de baixa densidade (PEBD), produzido usando alta temperatura e alta pressão; e (2) polietileno de alta densidade (PEAD), produzido usando baixa temperatura e baixa pressão.

Embora dito ser mais seguro que outros plásticos, o uso do polietileno é bastante limitado, não podendo substituir todos os outros tipos de plástico. O processo necessário para produzir PE também é complexo, o que significa que é necessário mais esforço na produção de PE para erradicar completamente o uso de outros plásticos.

Propriedades do polietileno

  • Propriedades mecânicas: O PE tem baixa resistência e é altamente rígido, mas tem excepcional flexibilidade e ductilidade. É também de baixo atrito, embora resistente a impactos. Tem um toque ceroso e pode sentir-se enrugado quando aplicado com força.
  • Propriedades elétricas: Outra vantagem do polietileno é sua capacidade de isolamento elétrico de alta qualidade. Entretanto, apesar de ser resistente à arborização elétrica, ele se torna facilmente carregado eletrostaticamente. 
  • Propriedades químicas: Feito de policarbonetos altamente moleculares, o comportamento químico do PE poderia ser comparado a uma parafina. Quase não poroso, o PE não absorve água. 

Este tipo de plástico também se torna quebradiço após exposição prolongada à luz solar, o que, sem dúvida, contribui para suas propriedades tóxicas quando usado para conter alimentos e bebidas. Quando queimado, o polietileno liberta um cheiro semelhante ao de uma vela acesa.

  • Propriedades térmicas: Uma das razões pelas quais os PE não podem substituir completamente o plástico é seu baixo ponto de fusão. Em comparação com outros termoplásticos, diferentes tipos de polietileno registram pontos de fusão relativamente baixos, o que significa menor versatilidade do que outros tipos de plástico.

Usos do polietileno

O uso mais comum do polietileno é a embalagem de alimentos. O PEAD, por exemplo, também é conhecido como plástico de uso único. Sua alta densidade se orgulha de não ser permeável ao oxigênio e a outros gases, tornando-o seguro como um recipiente para alimentos.

Também é utilizado na fabricação de frascos de xampu, recipientes de remédios, frascos de detergente e sacos de mercearia. Além de ser usado para embalar grampos de supermercado, o PE também é usado em tubos e acessórios, sacos, envoltórios de bolhas e geomembranas.

Como o polietileno é extremamente flexível, seu uso também transcende vários setores. Ele também é comumente reposto após o primeiro uso. Entretanto, apesar de sua versatilidade em certa medida, seus riscos ambientais e sua incapacidade de ser reciclado superam em muito seus benefícios.

Perigos do polietileno

A complexidade do plástico não se trata apenas de como ele é feito, mas também como ele deve ser descartado após seu uso. O polietileno não é uma exceção a estas complexidades. Ele tem que passar por vários processos químicos para ser utilizável. É aqui que o perigo se multiplica.

De natureza altamente química, a toxicidade do PE é agravada durante o processo de fabricação. O simples fato de ser feito de petróleo e carvão, entre outras coisas, já é alarmante. O que acrescenta aos perigos do polietileno é o ambiente onde ele é produzido. O PE é conhecido por absorver produtos químicos tóxicos durante a produção.

Por não ser facilmente reciclável, um enorme pedaço de plástico PE usado acaba sendo depositado em aterros sanitários e só contribui para um aumento da taxa de aquecimento global. É por isso que, apesar de ser considerado como uma escolha mais segura entre os plásticos, o uso do plástico não pode ser completamente reduzido ao uso de PE.

Perguntas comuns sobre o uso do plástico

👉 Por que o plástico não se decompõe no solo?

O processo de decomposição acontece no solo através de bactérias. Como os plásticos são tratados quimicamente para serem altamente duráveis, as bactérias que habitam o solo não têm energia suficiente para decompor o plástico. 

👉 O que causa a quebra do plástico?

A decomposição plástica requer luz solar, não bactérias. No entanto, seria necessária uma exposição prolongada à luz solar antes que o plástico começasse a se decompor. Os raios UV que atingem o plástico resultam em ligações moleculares quebradas que o mantêm unido. Os aterros quase nunca vêem a luz do dia, resultando em um acúmulo de lixo que nunca é reciclado. 

👉 Quanto tempo leva para que um garfo plástico se decomponha?

Os utensílios de plástico levam 1.000 anos para se decomporem. Altamente densos e rígidos, são difíceis de reciclar e também não são recomendados para serem reutilizados. 
Uma alta porcentagem de polietileno é transformada em plásticos de uso único. Sua toxicidade apresenta altos riscos à saúde humana, tornando impossível o tratamento como uma alternativa plástica.

Por que não estamos usando polietileno em vez de plástico?
pt_BRPortuguês do Brasil